CEADEH

Centro de Estudos Avançados

em Desenvolvimento Educacional e Humano

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Distúrbios da Aprendizagem

 

 

Muitas vezes, no decorrer do ensino, nos deparamos com dificuldades e é importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos quando elas aparecerem, observando se são momentâneas ou se persistem há algum tempo. Professores podem ser importantes no processo de identificação e descoberta dessas dificuldades e dependendo de como isso pode estar afetando o aluno, o melhor à fazer é encaminhá-lo a um profissional da psicologia, ou psicopedagogia, ou fonoaudiologia entre outros, para ter um diagnóstico e uma orientação adequada para o seu desenvolvimento. 

 

O prefixo DYS vem do grego e sugere um tipo de dificuldade/distúrbio que pode ser:

 

DISLEXIA

É a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.

 

DISGRAFIA

Normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras, consequentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização espacial e de raciocínio ao produzir um texto. Pode estar relacionado a problemas na coordenação motora fina, que pode ser resolvido com atividades próprias para esta finalidade.

 

DISORTOGRAFIA

É a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como consequência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.

 

DISCALCULIA

É a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem sequências lógicas. Esse problema é um dos mais sérios, porém ainda pouco conhecido.

 

DISLALIA

É a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.

 

DISFASIA

É um distúrbio primário e duradouro do desenvolvimento e da aprendizagem. Ela faz parte dos distúrbios específicos de aprendizagem da linguagem oral, junto da dislexia, dispraxia e discalculia. A disfasia manifesta-se por dificuldades em expressar-se e em armazenar informações. Não é causada por um déficit intelectual ou sensorial.

 

DISPRAXIA

É uma condição na qual o cérebro tem dificuldade para planejar e coordenar os movimentos do corpo, levando a criança a não conseguir manter o equilíbrio, a postura e, algumas vezes, até ter dificuldade para falar. Dessa forma, estas crianças muitas vezes são consideradas de “crianças desajeitadas”, uma vez que costumam quebrar objetos, tropeçar e cair sem motivo aparente.

 

Lembre-se do mais importante: DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO. Todos podemos aprender, durante toda a vida!

 

16 de novembro é o Dia Nacional dos Distúrbios da Aprendizagem.

Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 

 

Dra. Regiane Souza Neves

Você pode usar esse texto em seu trabalho acadêmico de graduação ou pós-graduação, desde que utilize a seguinte referência, pois o mesmo possui direitos autorais:  SOUZA NEVES, Regiane. Desenvolvimento educacional: um olhar psicopedagógico para os problemas de aprendizagem.  Clube de Autores. 2ª edição. São Paulo, 2017